domingo, 29 de junho de 2014

ISOLAMENTO

Seguindo inabitado pela estrada, ele será mais um ninguém
Basta a natureza abrir as portas para o mais novo refém
Diga aos mais novos que o sol não vai deixar de se pôr
E aos sábios que o tempo curto será bem empregado

O homem observa um mausoléu e um lindo pinheiro
Há um longo período não existe nenhum movimento do ponteiro
Os sonhos são como peças que não se encaixam
Embora uma imagem projetada cause um leve sorriso

A terra cinza ganha uma cor diferente com a lua melancólica
Sombras percorrem essa personalidade bucólica
Em cada canto vazio tudo está pintado de preto
E o crocitar de um corvo negro anuncia que o desejo se aproxima

A expressão da floresta se encontra saciada
Falsas simpatias surgem a cada irônica piada
Esperando por uma carona que refletisse as cores quentes
Apenas alucinações de uma esperança nunca antes notada

Pensar se é necessário confinar os pés ou prosseguir
Talvez levar à intuição da simplicidade ou meramente desistir
Livre é o homem que mantém o pensamento absterso
E possui uma autoestima sólida que o faz pensar no amanhã

A depressão ecoa entre folhas e troncos mortos
Enquanto você peregrina em passos tortos
A escuridão abriga suas ambições em uma ciranda
Nada é tão cristalino e próspero quanto o córrego que contorna as rochas

Avistando uma torre medieval feita de tijolos
Um sino toca em um mosteiro retendo os seus consolos
A fumaça guiada pelo vento representa uma vida mal seguida
E o final será com cinzas em um vaso ornamentado
“É tão absurdo dizer que um homem não pode amar a mesma mulher toda a vida, quanto dizer que um violinista precisa de diversos violinos para tocar a mesma música.” - Honoré de Balzac