sábado, 8 de fevereiro de 2014

PERMANÊNCIA E CERNE

As memórias e ambições deixadas de lado
eram a gélida distância em um pensamento antiquado
O que se perpetuou em um lago de lágrimas
acabou se revertendo em um azul pálido

O presságio do anseio pela solidão
se tornou a engrenagem do tempo de um ancião
O orgulho se perdeu em uma nuvem de perspectivas
Apenas por um momento o caminho foi encontrado

A sociedade foi mentalmente deslocada
e os pretextos foram a permanência demarcada
Uma coleção de destinos desvendados
 foi o último ato dos quesitos passados

O egocentrismo nunca escapou do desapontamento
e esperar por algo que nunca vem se converte em abatimento
O pecado do cerne alimenta e domina os debilitados
Enquanto a compaixão conserva aqueles que foram abandonados

Essas sensações são como caminhar em um bosque distante
Uma calmaria que transforma algo atraente em um trágico instante
O embate entre o céu e o inferno reina entre os homens
Foices e cajados porfiavam por uma verdade que nunca existirá

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